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Copa 2014: Atraso em TI é mais um impasse com a FIFA

 

Os órgãos responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 ainda não detalharam os projetos de TI que permearão o evento. Mesmo não discutida, a demanda é conhecida, e já foi apontada, além do estudo realizado pela A.T. Kearney a pedido da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), também pelo caderno de encargos divulgado pela Fifa.

Assim como a demanda, o atraso também é conhecido. “A Tecnologia da Informação e Comunicação só entrou na pauta das discussões no final do ano passado. Foi tardio”, afirma Rodrigo Prada, diretor de marketing do portal 2014. O executivo fez parte de um comitê que, logo após a escolha do Brasil como sede do evento, visitou alguns dos mais modernos estádios europeus para definir parâmetros de excelência.

Uma das conclusões das visitas é que o Brasil ainda engatinha no uso de TI no futebol e, bem o mal, a Copa de 2014 pode representar uma oportunidade de mudar isso. Para tanto, de acordo com Prada, o ideal seria que os investimentos em TI representassem 20% dos investimentos totais no evento. “Pouquíssimas cidades estão avançadas neste sentido. Muitos estádios não definiram sequer quem será seu operador”, comenta sem citar exemplos.

Entre os bons exemplos a serem seguidos, Prada citou o sistema de compras de ingressos do Barcelona, apontado como referência no uso de TI em favor da experiência do torcedor. Outro é o Allianz Arena, na Alemanha, considerado um estádio totalmente inteligente, desde a venda dos ingressos até o uso do telão.

Além destes exemplos, há os pontos colocados pela própria Fifa como demandantes do uso de Tecnologia da Informação. Prada lembra que o caderno de encargos da entidade determina que:

- toda a segurança do evento deve ser baseada em Tecnologia da Informação;
- todo o dinheiro circulante nos estádios deve passar por sistemas de TI (venda de ingressos, controle de acessos, estacionamento etc.);
- as cidades sede devem contar com serviços de banda larga confiáveis, para uso dos torcedores e jornalistas;
- todos os serviços de credenciamento deverão ser baseados em sistemas de TI;

Fabio Barros
Convergência Digital

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