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HP Brasil quer sinergia interna para liderar TIC

Desde 2001, a HP investiu nada menos que US$ 45 bilhões na aquisição de mais de 40 empresas. Muitas delas na área de software, mas também comprou gigantes dos setores de serviços e hardware. "Se identificarmos um nicho de mercado que represente grande oportunidade de negócios e no qual não tenhamos know-how, poderemos sim adquirir empresas que o tenham", afirma Oscar Clarke, presidente da HP Brasil.

Com a EDS totalmente incorporada desde o final do ano passado, Clarke revela que a absorção completa da 3Com deve acontecer em 1º de julho. Sobre os percalços pelos quais a recém-adquirida empresa de equipamentos de telecom vem passando, o executivo diz que fazem parte de qualquer processo de fusão e aquisição.

Já sobre a ainda mais recente compra da Palm, Clarke se mostra mais entusiasmado. Segundo ele, a consolidação da aquisição se dará em 31 de julho, e o negócio significa excelentes oportunidades para a HP crescer no mercado de dispositivos portáteis. Segundo Clarke, o sistema operacional aberto da Palm, para o qual existem inúmeros aplicativos desenvolvidos, deve ter essa característica mantida. "O Web OS é o que é hoje por conta dessa característica. A HP não pretende mexer nisso", afirma.

O executivo reforça que entre os seus objetivos como presidente da HP Brasil está levar a empresa à liderança do mercado de Tecnologia da Informação e Comunicações como um todo no país. "Não se trata da liderança em vendas apenas, mas em sustentabilidade, em geração de empregos. Somos líderes e precisamos dar o exemplo", dispara.

Para isso, o executivo aposta na integração das três áreas que atualmente compõem os negócios da HP, e que hoje atuam como empresas distintas - produtos de consumo, servidores e serviços e corporativa. "Ë necessário que haja mais sinergia entre essas áreas, que uma identifica oportunidade de negócios para a outro em um mesmo projeto", exemplifica Clarke, destacando que isso não é algo difícil a fazer. "É preciso colocarmos os líderes de cada área para conversar", diz.

Na visão do presidente da HP Brasil, essa maior integração pode gerar mais escala para os negócios da companhia, permitindo ofertas mais completas e a custos mais atraentes para os clientes. "Essa integração é a oportunidade que a HP Brasil tem de inovar e servir de exemplo para outras geografias da companhia", aposta Clarke.

Por Fernanda Ângelo

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