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'Brasília Digital' dá a largada com datacenter do BB/Caixa
Luís Osvaldo Grossmann
1 de julho de 2009

A publicação do edital para a construção do Datacenter do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal é o maior incentivo para que deslanche, finalmente, o projeto do governo do Distrito Federal de erguer uma Cidade Digital na capital do país.

O projeto da área precisou ser refeito, em função de controvérsias que paralisaram a implantação, mas a expectativa é de que em 30 dias, todo o local possar vir a estar devidamente registrado em cartório. A partir daí, será lançado um edital para todo o empreendimento.

"A divisão em quadras chegou a ser questionada em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, mas refizemos o projeto prevendo um lote único. A ideia é licitá-lo como um todo, seguindo uma tendência mundial de deixar que o incorporador atenda as necessidades das empresas interessadas", explica o secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Izalci Lucas.

Segundo ele, além de superar a pendência jurídica, o plano de licitar um lote único contorna outra dificuldade: a falta de recursos públicos para tocar todo o projeto. "Na prática, a maior dificuldade é o investimento da parte do governo", admite o secretário de Ciência e Tecnologia.

Segundo ele, até a próxima semana, a Terracap - a Companhia Imobiliária do DF - apresenta a documentação para o registro da área da Cidade Digital em cartório, trâmite que deve levar 30 dias. Daí a expectativa de lançar o edital este ano. "Faremos isso ainda no segundo semestre. Vamos agilizar para que as coisas aconteçam ainda neste governo", promete o secretário.

A confirmação do Datacenter do BB e da CEF é "um indutor para atrair outras empresas", diz Lucas. Afinal, sozinho ele representa investimentos de R$ 1 bilhão, semelhante ao que o governo do DF espera para todo o restante da Cidade Digital.

Na verdade, tratam-se de cinco áreas próximas à residência oficial da Granja do Torto, em Brasília. Uma delas é o terreno já adquirido pelo Banco do Brasil, onde será construído do Datacenter conjunto dos bancos públicos. Outro lote será destinado a uma escola técnica, um terceiro para a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e ainda um outro para acomodar as instalações que garantirão o fornecimento de energia elétrica.

A parte para onde se pretende levar as empresas fica num quinto lote. Nele, o DF quer ver instaladas 10 âncoras, como laboratórios de grandes empresas. Izalci Lucas espera que uma delas venha a ser a Microsoft. "Vamos investir muito em incubadoras e atividades ligadas à TV Digital. Não necessariamente as emissoras, mas especialmente empresas de produção de conteúdo", explica.

A meta da Secretaria de Ciência e Tecnologia é que a Cidade Digital gere 80 mil empregos diretos e indiretos, abrigando pelo menos 15 mil profissionais ligados à tecnologia da informação e comunicação. A expectativa é de que ela consiga dobrar o faturamento anual do setor em Brasília, hoje, na ordem de R$ 2,5 bilhões.

Fonte: Convergência Digital

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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