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Capital Digital já tem escritura

Com o registro da área em cartório, Governo do Distrito Federal prepara edital de licitação internacional para iniciar as obras do parque que irá criar 80 mil empregos

A área que vai abrigar o Parque Capital Digital, próxima à Granja do Torto, já tem registro em cartório. Esse era o último obstáculo à criação do polo tecnológico, empreendimento que criará mais de 80 mil empregos. Na semana passada, o 2º Ofício de Registro de Imóveis entregou o registro dos terrenos à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e, agora, o governo vai preparar a licitação pública para escolha da empresa que irá explorar a área. A ideia é lançar a concorrência pública até março do ano que vem. A expectativa é de que todas as obras sejam concluídas em, no máximo, três anos.

Para que a Capital Digital seja um polo de desenvolvimento atrativo para o setor de tecnologia da informação, o GDF estuda a aplicação de um novo modelo para a gestão do parque. A área está dividida em seis lotes e apenas um deles será licitado. A Terracap não vai vender o terreno, mas fará uma concessão de uso por tempo determinado, provavelmente por 30 anos, renováveis por igual período. Assim, a empresa vencedora da concorrência pública ficaria responsável pela construção de todo o complexo e alugaria espaço para as empresas especializadas interessadas em se instalar na Capital Digital.


Secretaria de Ciência e Tecnologia/Divulgação

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A área do Parque Cidade Digital está dividida em seis lotes. Um deles está destinado à construção do datacenter do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal


Daniel Ferreira/CB/D.A Press

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Este documento representa o lançamento efetivo da Capital Digital. Antes, era só uma ideia. Nosso parque tecnológico começa a nascer agora”
Paulo Octávio, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico

Licitação internacional
 

O governo vai analisar a viabilidade jurídica e econômica desse novo modelo. Dessa forma, o investimento teria 100% de capital privado, evitando entraves burocráticos. O objetivo é escapar de modelos tradicionais, como o de parcerias público-privadas ou do uso de orçamento público. Por meio da concessão, os recursos podem ser ilimitados. Pela capacidade do projeto de atrair interessados, será feita uma licitação internacional.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, vice-governador Paulo Octávio, comemorou o registro em cartório da área. “Este documento representa o lançamento efetivo da Capital Digital. Antes, era só uma ideia. Nosso parque tecnológico começa a nascer agora”, explicou Paulo Octávio. “A partir do mês que vem, o governo apresentará o projeto da Capital Digital para os presidentes das maiores empresas brasileiras”, acrescentou o secretário. Até o fim de novembro, um representante do GDF viajará para Estados Unidos, Cingapura, China, e países da Europa para apresentar o projeto e atrair interessados.

O subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Adriano Amaral, explicou que a empresa vencedora da licitação ficaria responsável pelas obras, pela manutenção e pela divulgação da Capital Digital mas, em contrapartida, teria condições de operar a um custo bem mais baixo. “A construção de um laboratório especializado, por exemplo, custa algumas centenas de milhares de dólares. Mas se a estrutura básica for de uso comum a várias empresas, isso seria uma enorme vantagem e traria muita competitividade”, afirmou. O subsecretário destacou outros benefícios para atrair interessados para a Capital Digital. “Além de dividir equipamentos e espaços físicos, as empresas também poderão compartilhar serviços contábeis ou jurídicos”, acrescentou.


Como foi registrada em cartório

 Um lote para o datacenter da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil
 Um terreno para a administração do parque e para a sede da
 Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal
 Uma área para a construção de uma subestação da CEB
 Um lote onde será construída uma escola técnica, em parceria com o Ministério da Educação
 O principal terreno, de 960 mil metros quadrados, será licitado a uma única empresa ou consórcio, que ficará responsável por alugar e gerir os espaços


Metas do governo

 Gerar 80 mil empregos na indústria de tecnologia da informação até 2014
 Aumentar o faturamento do setor da tecnologia da informação de R$ 2,5 bilhões para R$ 5 bilhões até 2014
 Atrair cinco laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de classe internacional
 Atrair dez empresas-âncora até o ano que vem
 Incubar 100 empresas inovadoras até 2014
Qualificar ou atrair 15 mil profissionais em tecnologia da informação

 

 

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